quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Trechos! É importante analisar!

Liberdade, liberdade/ abre as asas sobre nós, e que/ a voz da igualdade seja sempre/ a nossa voz. (Niltinho, Vicentinho e Jurandir)

Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimentou que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda. (Cecília Meireles)...

“A liberdade consiste em poder falar qualquer coisa que não prejudique os outros. (Declaração Universal dos Direitos do homem e do cidadão)

LIBERDADE

Diante das diversas dimensões que atribui-se à liberdade, Aristóteles aponta que é livre aquele que tem em si mesmo o princípio para agir ou não agir, isto é, aquele que é causa interna de sua ação ou da decisão de não agir. Trata-se da espontaneidade plena do agente, que dá a si mesmo os motivos e os fins de sua ação, sem ser constrangido ou forçado por nada e por ninguém.

Sartre, levou essa concepção ao ponto limite. Para ele, a liberdade é a escolha incondicional que o próprio homem faz de seu ser e de seu mundo. Sem dúvida, poder-se-ia dizer que a vontade livre é determinada pela razão ou pela inteligência e, nesse caso, seria preciso admitir que não é causa de si ou incondicionada, mas que é causada pelo raciocínio ou pelo pensamento.

Então, conclui-se que, não somos livres para escolher tudo, mas o somos para fazer tudo quanto esteja de acordo com nosso ser e com nossa capacidade de agir, conforme princípios éticos e morais, graças ao conhecimento que possuímos das circunstâncias em que vamos agir. Somos todos racionais, assim somos dotados de força interior, podendo operar na atividade do todo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

TEMAS PARA DISCUTIR

Dentre diversos assuntos para uma discussão filosófica, acatamos a proposta da nossa professora Irailde para tratar dos seguintes temas, além de alguns extras sobre cada um:

LIBERDADE
+ Do que as pessoas são capazes para serem BELAS?

Ao final da abordagem desses aspectos, tratemos um vídeo, ou melhor, um clipe da cantora norte-americana Pink, com a sua música “Stupid Girl”. Esperamos que vocês, caros leitores, apreciem nossos textos. Sintam-se à vontade para opinar e sugerir novas idéias.

CULTURA NORDESTINA

Nós, editoras deste blog, somos nordestinas de alma e coração
Apresentamos algumas músicas na hora
animadas para apresentar a cultura da sua região
Pedimos a sua atenção agora
Para mostrar-lhes um pouco da cultura do nosso sertão


Assim como foi apontado nestas músicas e em muitas outras, a cultura nordestina é marcada pela adaptação de um povo à sua região, todos os seus costumes são voltados ao que é necessário para conviver com a terra - por muitos lugares, árida - e com o sol escaldante; como deverão conviver com a sensação os inverno curto (chuvoso) e verão prolongado e árduo. Sem deixar de lado a evolução dessa cultura, assim como as demais, a população nordestina urbana segue muitas das tradições populares rurais para viver melhor com os demais.

O MITO DA DEMOCRACIA RACIAL BRASILEIRA

Dentre as várias formas de preconceito presentes na cultura brasileira, uma das mais polêmicas diz respeito à influência da miscigenação no desenvolvimento do país. Mesmo antes da chegada de milhões de imigrantes europeus, o Brasil já era considerado um país caracterizado pela mistura de diferentes grupos étnicos. Por muito tempo, essa mistura foi tida como um fator negativo, devendo ser combatida.

Ainda hoje convivemos com essa ideologia preconceituosa, onde e qualquer outra cultura é tratada com repúdio. Por mais que as pessoas neguem, em nossa nacionalidade vivemos e presenciamos diversos momentos de manifestações “raciais disfarçados”. Segundo Hilton Japiassú e Danilo Marcondes (1996), em seu livro “Dicionário básico de filosofia” os autores trazem o seguinte conceito para a palavra preconceito:

“Opinião ou crença admitida sem ser discutida ou examinada, internalizada elos indivíduos sem se darem conta disso, e influenciando seu modo de agir e de considerar as coisas. O preconceito é constituído assim por uma visão de mundo ingênua que se transmite culturalmente e reflete crenças, valores e interesses de uma sociedade ou grupo social. O termo possui um sentido eminentemente pejorativo, designando o caráter irrefletido e freqüentemente dogmático dessas crenças, que se revestem de uma certeza injustificada. Ex.: o ‘preconceito racial’. Entretanto, é preciso admitir que nosso pensamento inevitavelmente sempre inclui preconceitos, originários de sua própria formação, sendo a tarefa da inflexão crítica precisamente desmascarar os preconceitos e revelar sua falsidade”.

HINO NACIONAL

CULTURA BRASILEIRA

MISCIGENAÇÃO DE OUTRAS CULTURAS

Ao longo da história, a base da população brasileira foi constituída pela intensa mestiçagem entre índios, africanos e portugueses (além da pequena participação de franceses e holandeses). Durante os dois primeiros séculos de formação do nosso povo, essa foi a marca que o distinguiu. A partir daí, todo imigrante só reforçou a nossa miscigenação.

Isso quer dizer que a base da nossa cultura resulta da mistura não apenas de três etnias, mas, sobretudo - o que é importantíssimo -  de três culturas diferentes. No livro Casa-grande & senzala (1930), Gilberto Freyre nos traz a seguinte idéia de miscigenação brasileira:

“Quanto à miscigenação, nenhum povo colonizado, dos modernos, excedeu ou sequer igualou nesse ponto aos portugueses. Foi misturando-se gostosamente com mulheres de cor logo ao primeiro contato e multiplicando-se em filhos mestiços que uns milhares apenas de machos atrevidos conseguiram firmar-se na posse de terras vastíssimas e competir com povos grandes e numerosos na extensão de domínio colonial e na eficácia de ação colonizadora”.
Se consideramos que índios e sobretudo negros entraram no esquema da colonização como escravos, é preciso notar o quão fortes e resistentes foram as suas culturas para preservarem seus códigos e valores, que eram estranhos àqueles dos portugueses. E, a bem da verdade, o quanto os portugueses souberam utilizar, aqui, os diferentes recursos culturais de outros povos para se adaptarem à nova e dura realidade.

* Adaptação de trechos retirados do livro Dez lições de Sociologia - para um Brasil cidadão”, por Gilberto Dimenstein / Marta M. Assumpção Rodrigues/ Alvaro Cesar Giansanti.



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